domingo, 17 de janeiro de 2010

Quando procurar ajuda psicológica?

É muito comum a pessoa expressar sentimentos de insegurança quanto a buscar algum auxílio psicológico. Muitas vezes isso se deve ao desconhecimento (de si mesmo e da psicologia) e ao preconceito ("será mesmo que eu cheguei a esse ponto, de precisar de um psicólogo?" ou "eu não estou louco para precisar disso").
Nós, psicólogos, nos tornamos consultores de amigos, parentes, amigos de amigos. Todos conhecem alguém que quer saber se "precisa mesmo ir no psicólogo".

Muito se discute, hoje, sobre o normal e patológico. O que é normal e o que não é? Em outras palavras, qual o limite entre o "estar normal" e o "precisar de ajuda"?

Geralmente, um bom parâmetro é o sofrimento da pessoa. O quanto ela está conseguindo (ou não) lidar com as situações de sua vida sem se desestruturar; sem sofrer com angústias e ansiedades; sem voltar o estresse emocional para o próprio corpo (as somatizações: dores de cabeça e de estômago, dores musculares frequentes e sem causa aparente, infecções recorrentes, etc.); sem estar com sua vida profissional e/ou pessoal prejudicada por conta de fatores emocionais e psicológicos.

Os transtornos psicológicos não são entidades absolutas. Não há um ponto exato onde se passa de um estado "normal" para uma "depressão", por exemplo. Nós estamos sempre em mudança... e há graduações. E, de uma forma geral, quanto antes identificarmos uma dificuldade psicológica e buscarmos auxílio para superá-la, melhor.

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